quarta-feira, 29 de junho de 2011

vontade de poema


VONTADE DE POEMA

Move-me a vontade de poema
Nascido por encomenda
Do inquieto eu hoje em cena

Seja lá sobre o que for
Mesmo que não haja um tema
Mesmo que escrito na marra
Em vãs palavras pequenas

E farei nascer o texto
Qualquer forma - qualquer jeito
Sem razão e sem contexto
Só tesão, nenhum pretexto

Movido por pura ânsia
De dizer-se a qualquer preço

De transformar-se em palavra
Ritmada e exibida
Vaidosa e exaurida
De fugir do meu controle
Pra dizer-se sempre plena
E desfilar suas queixas
Feito puta... feito gueixa
Boca à boca
Obscena...
Oferecida...

Ah, as palavras vadias
Que deitam em meus escritos
às vezes amarfanhadas
às vezes cruas qual grito

Fugidias... pro infinito!

Agrupei-as neste escrito
Que apesar de vagabundo
Já se fez realidade

sei lá se feio...

ou bonito!

Um comentário:

Rosa Cardoso disse...

gosto dos seus poemas